COMPONENTES PROFUNDOS DO JAPÃO – CINECLUBE MACUCO


Cat Soup (Sopa de Gato) e Patriotismo ou Rito de Amor e Morte fizeram a sessão do Cineclube Macuco do último dia 10/06.

Cat Soup (2001) é uma versão alternativa do universo criado pela mangaká Chiyomi Hashiguchi conhecida pelo seu pseudônimo “Nekojiru” (“neko” de “gato”; “jiru” de “sopa”). Cat Soup é também a animação mais experimental de Tatsuo Sato. Os poucos diálogos são compensados pelo arrojo visual, consistindo numa viagem psicodélica cheia de referências esotéricas em que talvez sejamos lembrados que é preciso transcender para atingir esferas superiores de consciência. De todo modo, vale mais a experiência do que a compreensão literal de cada cena. 


Depois do anime, um minimalista filme preto e branco. Patriotismo ou Rito de Amor e Morte de 1966 apresenta um casal se amando pela última vez, pouco antes de praticarem o Seppuku ou Haraquiri (forma tradicional de suicídio samurai). A cultura Japonesa pode soar absurda para outras pessoas, se torna necessário estudo profundo.



Finalizando a Mostra Japonesa que ocupou nossa tela-parede nos meses de Maio e Junho, temos para o dia 17 em horário especial de 18:30h , Osu e Ran. Confira abaixo as sinopses e outras informações.

Osu
Direção: Osamu Tesuka
Duração: 3 minutos
Gênero: Animação

Sinopse: Um gato é frustrado pelo seu dono que está sentado no chão agoniando com a espera de algo, impedindo o gato de seu divertimento.


Ran
Direção: Akira Kurosawa
Duração: 2h40min
Gênero: Épico

Sinopse: Japão, século XVI. Hidetora (Tatsuya Nakadai), o poderoso chefe do clã dos Ichimonjis, decide dividir em vida seus bens entre seus três filhos: Taro Takatora (Akira Terao), Jiro Masatora (Jinpachi Nezu) e Saburu Naotora (Daisuke Ryu). Com o primeiro fica a chefia do feudo, as terras e a cavalaria. Os outros dois ficam com alguns castelos, terras e o dever de ajudar e obedecer Taro. No entanto, Hidetora exige viver no castelo de alguns deles, manter seus trinta homens, seu título e a condição de grão-senhor, mas Saburu, o predileto, prevendo as desgraças que viriam com tal decisão, se mostra contrário à decisão paterna. Assim é expulso do feudo e acaba sendo acolhido por Nobuhiro Fujimaki (Hitoshi Ueki), que se mostra impressionado com sua decisão de contrariar o pai e casa-o com sua filha. Hidetora vai ao seu castelo, que agora é de Taro, e não é bem recebido, pois seu primogênito é encorajado por Kaede (Mieko Harada), sua mulher, para ter liberdade para tomar decisões e chefiar o feudo. Kaede quer vingar a morte dos pais, que foram mortos por Hidetora em um incêndio, e guarda muito rancor e igual rejeição. Hidetora sente isso quando vai ao castelo de Jiro e assim se vê isolado em seu ex-império e bem próximo da insanidade.


 por Lucas Oliveira Rosário