Caminhada ecológica marca o Três de agosto, dia do Capoeirista e da Capoeira em Buerarema

agosto 03, 2021

Crédito das fotos: Renata Figueiredo


Para comemorar a data, o Grupo de Capoeira Raízes de Macuco, residente da Casa de Cultura Jonas e Pilar, realizou uma ação de cidadania às margens do Rio Macuco. Os Capoeiristas saíram às 08h da manhã da Ponte do Bairro São Sebastião, de Buerarema e seguiram em uma caminhada até a Comunidade do Km 03, onde na beira do Rio Macuco conversaram sobre o passado, presente e futuro de um rio que ainda é fonte de sobrevivência para os viventes em Buerarema.

Crédito das fotos: Renata Figueiredo

Crédito das fotos: Renata Figueiredo

O Mestre Pé de Chumbo supervisor geral do Raízes de Macuco e idealizador da ação destacou que “é um orgulho para nós comemorar este dia representativo para a capoeira, uma luta com tamanha importância cultural em nosso País. Ainda mais com uma ação que busca incentivar um trabalho de conscientização e chamar atenção da população bueraremense para a situação atual de poluição em que o rio se encontra" e acrescenta, "pois precisamos dar importância para nossa história, que está envolvida nessa luta”.


Crédito das fotos: Renata Figueiredo


O grupo Raízes de Macuco realiza oficina de capoeira na Casa de Cultura Jonas & Pilar e está recebendo inscrições para novas turmas, às terças e quintas das 16h às 18h. As inscrições podem ser realizadas na sede da Casa e através do Link https://forms.gle/N4Vbc5MnxZxWxE3w6. A atividade faz parte do programa de capoeira do projeto de Ações Continuadas da Casa de Cultura Jonas e Pilar. A realização é do Instituto Macuco Jequitibá, o apoio institucional da Prefeitura de Buerarema e o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. 


Saiba mais:


Três de agosto, data escolhida em 1985 como o dia para celebrar a capoeira e o capoeirista no Brasil e para lembrar que Capoeira é resistência.

Criada no século XVI por descendentes de povos escravizados africanos, a capoeira mistura dança, luta e música. Durante as rodas, a manifestação cultural combina ritmos e movimentos de danças africanas, golpes de arte marcial e a plasticidade de passos e acrobacias. O nome capoeira vem do antigo local onde os escravos jogavam o jogo – em tupi, significa ‘mata que foi’.

A escolha do 3 de agosto para celebrar o Dia do Capoeirista é uma homenagem à criação da Lei nº 4.649, de 1985, do governo do estado de São Paulo, que instituiu oficialmente esta data como comemoração a todos os capoeiristas. No entanto, em nível nacional, ainda não existe uma lei que oficialize o Dia do Capoeirista no Brasil (projeto de lei sobre o tema está em tramitação no Congresso Nacional). Por isso, é preciso resistir e lutar para um reconhecimento também em nível nacional.

Em 2014, a capoeira foi finalmente declarada patrimônio imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Tornou-se um aspecto cultural, presente em dezenas de países e em todos os continentes. Recentemente na Bahia foi aprovada a lei Moa do Katendê, um Projeto de Lei estadual, de número 23.281/2019, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia em 07 de julho de 2021 e visa, entre outros pontos, a valorização da capoeira e do capoeirista através de fomento direto,  inclusão da capoeira nas escolas e salvaguardar e incentivar a roda e o ofício dos mestres tradicionais da capoeira através de medidas de apoio para formação e intercâmbio nacionais e internacionais do profissionais.

Então, existem hoje, diversos tipos de capoeiras, cada uma com características específicas entre si. Independente da sua diversidade hoje, a capoeira é símbolo de uma luta, a luta da resistência do povo negro e que precisa ser valorizada e lembrada como parte de nós, parte da identidade brasileira.


Crédito das fotos: Renata Figueiredo

Crédito das fotos: Renata Figueiredo

Crédito das fotos: Renata Figueiredo

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Crédito das fotos: Renata Figueiredo
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